Proposta

O uso previsto para as construções a recuperar é o residencial, embora com características diferentes das originárias.

A agricultura não é decididamente a actividade a preservar, mas sim a profunda ligação com a natureza, que aqui se pode desfrutar de uma forma tranquila e apaziguadora.

A proximidade à Igreja de S. Pedro das Águias, importante exemplo do românico português, que se descobre por entre as escarpas de granito, confere uma atmosfera especial ao local, sendo um dos factores cruciais para a implantação da casa como um centro de espiritualidade.

Edifício Principal (Casa 1)

É de entre as três edificações a reabilitar, a primeira que nos surge, na cota mais baixa, perto do caminho público, será o edifício principal, casa mãe, e nela decorrerão as actividades sociais, de lazer, trabalho, e será o espaço afecto ao residente.

Do programa fazem parte:

  1. Cozinha
  2. zona de comer/estar
  3. escritório
  4. instalação sanitária é no piso térreo
  5. zona de estar/biblioteca
  6. quarto residente
  7. instalação sanitária.

Edifício Anexo (Casa 2)

É a área residencial, localiza-se numa cota mais elevada, mais afastada das zonas sociais e do caminho público e por isso mais tranquila.

Do programa fazem parte:

  1. quartos simples com instalação sanitária (seis no total)
  2. quarto duplo com instalação sanitária.

Oratório

A escolha do local de implantação, resulta, por um lado do aproveitamento das ruínas existentes, mas sem dúvida pela especificidade do local, este é um ponto notável do terreno, que se demarca.

O pequeno espaço proposto, de alguma forma inspirado na igreja do mosteiro, é um espaço intimista, quase pessoal e de reflexão. É basicamente um espaço vertical, que se enraíza profundamente na terra, mas que se abre superiormente, deixando penetrar a luz zenital.