Pré-existências

A Quinta da Cruz, nome pelo qual é referenciado o local, terá tido uma certa importância, tendo em conta a área total existente, tanto agrícola como florestal. São ainda evidentes os sinais recentes da sua ocupação com atividades agrícolas os socalcos, a vinha, a levada que traz água da mina até à casa, a existência de árvores fruto, como a oliveira, a laranjeira e árvores e arbustos decorativos.

Das construções primitivas existentes e que se pretendem recuperar, destacam-se dois edifícios principais de maior volumetria, evidenciando-se no entanto, pequenas outras edificações, provavelmente para os animais, construídas de forma perfeitamente orgânica, tirando partido da topografia existente, nomeadamente de brechas entre os grandes maciços graníticos existentes.

São evidentemente, construções ligadas às atividades agrícolas, com as zonas térreas, destinadas aos animais, por isso os seus pés direitos reduzidos, sendo os pisos superiores destinados a habitação, provavelmente dos caseiros que tratariam das terras.

São construções simples, em alvenaria de pedra, semelhantes a muitas outras, com estrutura do piso e cobertura em madeira, tendo sofrido ao longo do tempo, ampliações e alterações em função das prováveis necessidades da família.